Base: distribuição como vantagem desleal (a marca-mãe que distribui a marca-filha)
A pergunta que quase todo projeto cripto faz é "como a gente consegue atenção?". A Base nunca precisou fazer essa pergunta. Ela já nasceu com a atenção.
Resumo
A Base é a Layer 2 da Coinbase, lançada em 2023 sem token, sem airdrop e sem programa de pontos. Mesmo assim virou a L2 mais usada do Ethereum: cerca de 46% de toda a TVL de DeFi entre as Layer 2 e a líder disparada em endereços ativos, com volume diário de transações na casa das dezenas de milhões. Cresceu sem o brinq
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- A Base é a Layer 2 da Coinbase, lançada em 2023 sem token, sem airdrop e sem programa de pontos. Mesmo assim virou a L2 mais usada do Ethereum: cerca de 46% de toda a TVL de DeFi entre as Layer 2 e a líder disparada em endereços ativos, com volume diário de transações na casa das dezenas de milhões. Cresceu sem o brinquedo que todo projeto cripto usa pra crescer.
- A tese é simples e incômoda: a Base não competiu por atenção, ela herdou distribuição. Atrás dela tem mais de 100 milhões de usuários verificados da Coinbase (10-Q da Coinbase, 2024/2025) e o aplicativo mais baixado de cripto dos Estados Unidos. A marca-mãe distribui a marca-filha. Isso é vantagem desleal, e foi desenho.
- A jogada de marketing não foi campanha, foi o Onchain Summer: o buildathon de abertura reuniu mais de 7.500 builders e 1.250+ projetos (Onchain Summer Buildathon, Devfolio), e a celebração de lançamento somou mais de 700 mil mints de 268 mil carteiras (blog oficial da Base). Em vez de comprar atenção, a Base financiou builder. O ecossistema vira o anúncio.
- O rosto disso é Jesse Pollak. Não é CMO, é o criador que vive postando, faz live diária, lança a própria creator coin e transforma a chain numa persona pública. Marketing builder-led, não corporate. Funcionou e por isso mesmo explodiu na cara dele algumas vezes.
- O asterisco honesto: a Base é centralizada (um sequenciador da Coinbase decide a ordem das transações), o "sem token" virou ressentimento de quem queria airdrop, e os experimentos de "content coin" e creator coin do próprio Pollak terminaram em snipers ganhando dinheiro e comunidade gritando insider trading. Distribuição herdada é poderosa. Também é frágil quando a confiança trinca.
O case que inverte a pergunta inteira
A pergunta que quase todo projeto cripto faz é "como a gente consegue atenção?". A Base nunca precisou fazer essa pergunta. Ela já nasceu com a atenção.
Esse é o ponto desconfortável que a maioria das análises pula. A Base é a Layer 2 da Coinbase, a maior corretora de cripto dos Estados Unidos, uma empresa de capital aberto na Nasdaq com mais de 100 milhões de usuários verificados (10-Q, Coinbase). Quando você tem o maior funil de entrada do cripto americano logo acima do seu produto, o jogo de aquisição muda de natureza. Não é mais sobre conquistar usuário no grito. É sobre canalizar um rio que já existe.
A Base entendeu isso e transformou em estratégia. Hoje é a L2 mais usada do Ethereum por atividade, com algo em torno de 46% de toda a TVL de DeFi entre as Layer 2 e a liderança em endereços ativos diários, com TVL de DeFi na casa dos bilhões de dólares (na faixa de US$ 4 bi em 2026, depois de superar US$ 5,6 bi no pico de 2025). E ela chegou lá sem token, sem airdrop, sem pontos. Os três motores de hype que todo concorrente usou, a Base desligou de propósito.


Pra quem trabalha com marketing, esse é o case mais subestimado do cripto. Porque ele não fala de campanha. Fala de uma coisa que vale mais que qualquer verba de mídia: distribuição estrutural. E mostra os dois lados dela, o que distribuição compra e o que ela não compra.
Os números que sustentam a tese
Antes da história, a foto. Seis números que explicam por que a Base não brigou pelo mercado, ela o herdou.
| O número | O que significa |
|---|---|
| ~46% da TVL de DeFi entre L2 | A Base é a Layer 2 dominante do Ethereum em participação de TVL de DeFi, à frente de Arbitrum e Optimism, segundo levantamentos de 2026. |
| 100+ milhões de usuários verificados | A base instalada da Coinbase (10-Q), o funil de entrada logo acima da Base. Era 56 mi em 2023. O ativo de distribuição que nenhum concorrente tinha. |
| 7.500+ builders, 1.250+ projetos | O resultado do buildathon de abertura do Onchain Summer, o maior hackathon onchain até então. Marketing que produz produto, não impressão. |
| US$ 78,2 mi de receita de sequenciador (2025) | A receita de rede da Base em 2025 (taxas de L1, base e prioridade). Produto que fatura, não que só queima caixa. |
| US$ 0 em token (até 2026) | Nenhum airdrop, nenhum ponto, nenhuma emissão. A monetização veio do uso, não da venda de um ativo especulativo. |
| 15% da receita pra Optimism | A Base rodava sobre a OP Stack e repassava 15% da receita ao coletivo Optimism. Chegou a representar ~90% da receita do coletivo. |
A jogada em fases
Fase 1: o engenheiro que quase saiu da empresa
Antes da Base existir, Jesse Pollak era engenheiro da Coinbase e chegou a pensar em sair. Em vez de sair, ele convenceu a empresa a construir a própria Layer 2 em cima do Ethereum. Não um produto fechado da Coinbase, uma chain pública.
A escolha de fundação importa. A Base não foi construída do zero. Ela foi construída sobre a OP Stack, o software de código aberto da Optimism, e entrou na Superchain (a federação de chains que compartilham o mesmo stack). Decisão de quem não quer reinventar a roda e prefere acelerar. A Base trocou independência técnica total por velocidade de lançamento e por um acordo de repartição: 15% da receita pro coletivo Optimism, em troca de até 118 milhões de tokens OP ao longo de seis anos. Mais marketing-de-aliança do que custo. (Guarde esse acordo, é exatamente ali que a casa vai pegar fogo em 2026.)
Fase 2: Onchain Summer, o anúncio que vira produto
Em 2024, em vez de campanha de mídia, a Base lançou o Onchain Summer. Não foi um anúncio. Foi um buildathon. O recado de posicionamento era explícito: a Base não vende a si mesma, ela financia quem constrói em cima dela.
Os números reportados:
- Mais de 7.500 builders participando do buildathon de abertura, com 1.250+ projetos submetidos, o maior hackathon onchain até então (Onchain Summer Buildathon, Devfolio).
- A celebração de lançamento somou mais de 700 mil mints de 268 mil carteiras únicas (blog oficial da Base).
- Base e parceiros ofereceram centenas de ETH em prêmios, grants e gas credits pra builders e projetos (Onchain Summer Buildathon, Devfolio).
- Jesse Pollak apresentou uma série diária de lives ("Onchain Summer Stories") que somaram mais de 200 mil visualizações, destacando o mint do dia e os builders do ecossistema (blog oficial da Base).
Fase 3: builder-led, o rosto humano da chain
A Base não tem uma persona de marca corporativa fria. Ela tem Jesse Pollak. E Pollak não age como executivo, age como builder que mora no Twitter. Posta o tempo todo, responde no meio do feed, faz live, lança coisa, erra em público, pede desculpa em público. A chain ganhou rosto, voz e temperamento.
Isso é estratégia, não acaso. Pollak disse, com todas as letras, que coina conteúdo de propósito pra "liderar pelo exemplo" e normalizar o comportamento que ele quer ver no ecossistema. Marketing builder-led: o líder não terceiriza a voz da marca pra uma agência, ele é a voz da marca. Funciona porque é humano, porque tem cara, porque parece movimento e não departamento.
A bandeira disso virou frase: "Base is for everyone". Inclusiva, builder-first, anti-elitista. Boa de fixar na cabeça. E, como toda frase boa de marca, ela virou também o estopim do problema, como a gente vê na seção do furo.
Fase 4: o rebrand do super app
Em julho de 2025, no evento "A New Day One", a Coinbase fez o movimento de distribuição mais agressivo da história da Base: transformou a Coinbase Wallet no "Base App". Quem tinha a carteira da Coinbase no celular viu o app virar Base App em poucas horas.
Isso é distribuição operando no nível mais bruto possível. Não é "convença o usuário a baixar". É "o usuário já tem o app, a gente reposiciona o app". O Base App virou um super app: feed social via Farcaster, tokenização de posts via Zora, pagamentos em USDC por NFC, mensageria criptografada e centenas de mini-apps embutidos. A chain, que era infraestrutura invisível, ganhou uma porta de entrada de consumo com a marca na cara do usuário.

E o token? Por anos a resposta foi "sem planos". Em setembro de 2025, Pollak mudou o tom e disse que a Base estava começando a explorar um token de rede. O "sem token" deixou de ser dogma e virou "ainda não". Voltamos nisso, porque a forma como a Base segurou o token por tanto tempo é o coração da tese.
A mecânica: por que funcionou de verdade
Aqui é onde mora a lição pra quem faz marketing. A Base não venceu por criatividade de campanha. Venceu por estrutura. Vou nomear as quatro jogadas que carregam o case.
Jogada 1: a marca-mãe distribui a marca-filha
Esse é o coração de tudo. A Coinbase não trata a Base como concorrente, trata como produto-filho. O maior funil de entrada de cripto dos EUA aponta pra baixo, pra Base. Onboarding, conversão de fiat pra cripto, base de usuário verificado, marca confiável aos olhos do varejo americano, tudo isso a Base herdou sem gastar.
Pra quem faz marketing, a lição não é "tenha uma Coinbase atrás de você", quase ninguém tem. A lição é o princípio: distribuição existente vale mais que campanha nova. Antes de queimar verba conquistando público do zero, a pergunta certa é "que audiência, lista, base ou canal eu já controlo e ainda não estou usando como funil?". A Base só fez o óbvio que quase ninguém faz: usar a distribuição que já tinha em vez de comprar uma nova.
Jogada 2: financiar criação em vez de comprar atenção
O Onchain Summer prova um princípio que vale fora do cripto. Existem dois jeitos de gastar orçamento de marketing. Um é alugar atenção: ads, KOL, mídia paga, que param de funcionar no segundo que o dinheiro acaba. O outro é construir ativo: financiar quem cria coisa que fica.
A Base escolheu o segundo. Os 1.250+ projetos do Onchain Summer não somem quando a campanha encerra. Eles continuam atraindo usuário, gerando transação, dando motivo pra alguém abrir a chain. O melhor marketing de uma plataforma é a quantidade de coisa boa construída em cima dela. A Base entendeu que financiar builder é, ao mesmo tempo, marketing, P&D e aquisição. Três rubricas de orçamento colapsadas numa só.
Jogada 3: o "sem token" como posicionamento (não como acaso)
Aqui está a sacada mais sutil. Todo concorrente da Base usava token, airdrop e pontos pra fabricar atividade. A Base não. E isso não foi falta de imaginação, foi posicionamento.
Sem token, a Base evitou três armadilhas de uma vez. Primeira: evitou a atividade mercenária, aquele usuário que só está ali farmando airdrop e some no dia do TGE. A atividade da Base é mais "real" porque não tinha cenoura especulativa puxando. Segunda: evitou o problema regulatório, crítico pra uma subsidiária de uma empresa de capital aberto na Nasdaq sob olhar da SEC. Lançar token é convidar processo. Terceira: o "sem token" virou narrativa de seriedade. Enquanto os outros pareciam cassino, a Base parecia infraestrutura. Em vez de vender o sonho do airdrop, vendeu a credibilidade de quem fatura com US$ 78 mi de receita de sequenciador e não precisa de emissão pra sobreviver.
O paradoxo é lindo: não ter o brinquedo de hype virou um diferencial de marca. (E, sim, a ausência de token também é a maior fonte de ressentimento. Conta na próxima seção.)
Jogada 4: o líder como mídia
Jesse Pollak provou que, no cripto, o fundador postando vale mais que qualquer assessoria. A chain teve cara. Teve voz reconhecível. Teve alguém que aparecia todo dia, fazia live, errava, corrigia. Isso gera identificação e pertencimento de um jeito que logo bonito não gera.
A lição transfere direto pro mercado brasileiro: founder-led content bate institucional frio quase sempre. As pessoas seguem pessoas. Uma marca que tem rosto humano consistente, que aparece, que responde, que tem opinião, constrói laço. Uma marca que só publica press release não constrói nada. (O contraponto vem agora: founder como mídia também concentra o risco no founder. Quando ele erra, a marca inteira erra junto.)
O furo: onde a tese fica frágil
Marketing honesto mostra o asterisco. E a Base tem mais de um.
A centralização é real. A Base roda com um sequenciador único, operado pela Coinbase. Quem decide a ordem das transações é a empresa. Pra uma chain que se vende como "onchain pra todo mundo", isso é uma tensão de fundação: o discurso é descentralização, a operação é uma empresa de capital aberto controlando o motor. Os críticos chamam de "L2 com aparência de DeFi e governança de banco". A descentralização prometida é roadmap, não estado atual.
O "sem token" virou ressentimento. O mesmo "sem token" que blindou a Base do lado regulatório criou uma comunidade frustrada. Quem usou a chain por anos esperando um airdrop que nunca veio se sente usado. A narrativa de "a Base extraiu valor da comunidade e não dividiu" pegou. Quando Pollak finalmente sinalizou que um token estava sendo explorado em 2025, parte da reação foi "agora? depois de já ter usado a gente?". O posicionamento de seriedade tem um custo de lealdade que aparece tarde.
Os experimentos de coin explodiram na cara. O lado builder-led de Pollak tem o reverso: quando o líder é a mídia, o erro do líder é o erro da marca. Dois episódios doeram.
O primeiro foi o "Base is for everyone". A conta oficial da Base postou a frase na Zora, plataforma que tokeniza conteúdo automaticamente. Virou uma "content coin" que disparou pra US$ 17,1 milhões de market cap e despencou quase 90% em 20 minutos. Três carteiras compraram antes do anúncio oficial, seguraram 47% do supply e venderam no topo, embolsando cerca de US$ 666 mil. A comunidade perguntou o óbvio: quem tinha informação antecipada do post oficial da Base?
O segundo foi a creator coin do próprio Pollak. Em novembro de 2025, ele lançou o token JESSE. Snipers usando o recurso "Flashblocks" da própria Base embolsaram mais de US$ 1,3 milhão front-running o lançamento. A ferramenta de velocidade que a Base vendeu como inovação virou a arma que front-rodou o próprio fundador. A comunidade gritou insider trading. O token caiu 36% depois que os snipers venderam.

Os dois episódios contam a mesma lição: marketing builder-led, irreverente e "coina tudo" é ótimo pra engajamento e péssimo pra controle de risco. Quando a marca é a pessoa e a pessoa improvisa em público num mercado cheio de bot predatório, o tiro sai pela culatra na frente de todo mundo.
A dependência da Coinbase corta nos dois sentidos. A distribuição herdada é o maior ativo da Base e também a maior amarra. A Base depende da reputação, da regulação e das decisões de produto da Coinbase. Se a marca-mãe tropeça (escândalo, ação da SEC, mudança de prioridade), a marca-filha leva junto. Distribuição emprestada é poderosa enquanto o emprestador está bem.
O "Superchain tax" virou conflito. Em fevereiro de 2026, a Base anunciou que vai migrar pra fora da OP Stack e parar de repassar receita ao coletivo Optimism. O token OP caiu, e a leitura do mercado foi crua: a Base contribuía com algo perto de 97% da receita do coletivo, então em algum momento o "imposto da Superchain" deixa de fazer sentido.

O que dá pra replicar (inclusive no Brasil)
Tirando o ruído, o case derruba três dogmas e ensina um princípio que vale fora do cripto.
- Distribuição existente bate campanha nova. Antes de comprar audiência, mapeie a que você já controla. Lista de e-mail, base de clientes, app instalado, seguidores, canal próprio. A Base só usou o funil que já tinha. A maioria das marcas tem um funil parado e gasta verba conquistando público do zero.
- Financiar criação é melhor que alugar atenção. Orçamento que vira ativo (conteúdo que fica, produto de terceiro que adota você, comunidade que constrói em cima) compõe valor. Orçamento que vira impressão evapora. O Onchain Summer é a prova: a Base gastou em builder e colheu ecossistema.
- Posicionamento às vezes é o que você NÃO faz. A Base se diferenciou recusando o token, o brinquedo que todo concorrente usava. "Não ter" virou marca de seriedade. Pergunte sempre o que você pode deliberadamente recusar pra se separar do bando.
O recado honesto fecha o raciocínio. Replicar a Base não é grátis nem mágico. Distribuição herdada exige ter construído (ou ter acesso a) uma base relevante antes, o que é caro e demorado. E ela traz amarras: dependência da marca-mãe, tensão de centralização, comunidade que cobra a conta do que não foi dividido. A Base mostra os dois lados sem floreio. Distribuição é a vantagem mais desleal que existe. Também é a que mais cobra juros quando a confiança trinca.
O que a Kaleidos tira disso
- Mapear distribuição antes de comprar mídia. Antes de discutir verba de ads, a gente faz a pergunta que a Base respondeu sozinha: que audiência, base ou canal o cliente já controla e não está usando como funil? Quase sempre tem um rio parado esperando ser canalizado. Distribuição existente é o ativo de marketing mais barato e mais subestimado.
- Financiar ativo, não impressão. Quando a gente desenha orçamento, a régua é se o gasto vira ativo que fica (conteúdo, produto, comunidade) ou impressão que evapora. O Onchain Summer é o nosso lembrete de que financiar criação às vezes é o melhor anúncio.
- Founder-led com freio. O rosto humano vende, e a gente defende founder-led content em quase todo projeto. Mas a Base ensina o limite: marca que é pessoa precisa de processo pra não improvisar erro em público. A gente desenha a voz do founder com liberdade e com guarda-corpo, porque no Brasil, como no cripto, o tiro pela culatra é caro e público.
Fontes
- Base Blog (Onchain Summer Highlights, 700 mil+ mints, 268 mil carteiras, 200 mil+ views nas lives): https://blog.base.org/onchain-summer-highlights
- Onchain Summer Buildathon (7.500+ builders, 1.250+ projetos, maior hackathon onchain): https://onchain-summer.devfolio.co/
- Fortune (perfil Jesse Pollak, quase saiu da Coinbase): https://fortune.com/crypto/2024/05/30/jesse-pollak-coinbase-base-blockchain/
- CoinDesk (Coinbase Wallet vira Base App, rebrand): https://www.coindesk.com/tech/2025/07/17/coinbase-wallet-becomes-base-app-in-major-rebrand
- The Block (Base App super app, features Farcaster/Zora/USDC): https://www.theblock.co/post/362713/coinbase-unveils-base-app-rebrands-wallet-as-all-in-one-social-and-trading-platform
- CoinDesk (Base explora token de rede, "no plans" vira "exploring"): https://www.coindesk.com/business/2025/09/15/base-explores-issuing-native-token-says-creator-jesse-pollak
- The Block (acordo de receita Base/Optimism, 15% e 118M OP): https://www.theblock.co/post/247532/base-optimism-revenue
- The Defiant (Base sai da OP Stack, fim do repasse): https://thedefiant.io/news/blockchains/base-s-shift-away-from-optimism-raises-questions-about-superchain-s-future
- DL News (OP cai, Base contribuía ~90-97% da receita do coletivo): https://www.dlnews.com/articles/defi/optimism-token-price-plunges-as-base-leaves-superchain/
- CoinDesk (snipers ganham US$ 1,3 mi na creator coin JESSE via Flashblocks): https://www.coindesk.com/business/2025/11/21/snipers-made-usd1-3m-on-jesse-pollak-s-creator-coin-debut-on-base
- Mitrade (content coin "Base is for everyone" sobe a US$ 17,1 mi e cai 90%): https://www.mitrade.com/au/insights/news/live-news/article-3-766246-20250417
- DefiLlama (Base TVL/Fees/Revenue): https://defillama.com/chain/base
- SEC 10-Q Coinbase (100+ mi usuários verificados, receita de sequenciador): https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/0001679788/000167978825000208/coin-20250930.htm
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