Kaito: o mindshare virou token (e o token virou risco)
A Kaito tentou fazer a coisa mais ambiciosa do marketing cripto recente: transformar atenção em ativo mensurável. Mediu mindshare com IA (o Yaps), pagou por ele e criou a categoria InfoFi. Aí o X cortou o acesso, o token caiu 17% e 157 mil yappers foram banidos.
Resumo
A Kaito criou o InfoFi: mediu mindshare no X com IA (o Yaps) e fez projetos pagarem por atenção via leaderboards que viraram fila de airdrop. Mas pagar por atenção compra a otimização do que se paga: veio a enxurrada de AI slop, o X cortou o acesso em janeiro de 2026, o token caiu 17% e a empresa pivotou pro Kaito Studio.
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- A Kaito fez a coisa mais ambiciosa do marketing cripto recente: transformar atenção em ativo mensurável. Ela mede quanto de "mindshare" (a fatia de conversa que você gera sobre um projeto no X) cada criador produz, e paga por isso. O marketing virou o próprio produto.
- A mecânica central é o Yaps: uma pontuação gerada por IA que mede contribuição de qualidade nas conversas sobre um projeto. Quem mais gera atenção relevante sobe no leaderboard, e o leaderboard vira fila de airdrop. Projetos passaram a literalmente pagar por mindshare, alocando tokens pros criadores no topo.
- O token KAITO lançou em fevereiro de 2025 com valuation totalmente diluído de US$ 1,7 bilhão (CryptoRank), montado sobre uma empresa fundada em Seattle em 2022 que tinha levantado pouco mais de US$ 10,8 milhões de fundos como Dragonfly e Sequoia China (Messari).
- O asterisco que reescreveu o case: em 15 de janeiro de 2026, o X cortou o acesso de API pra apps que pagam pra postar, citando enxurrada de "AI slop" e spam de respostas. A Kaito anunciou o fim do Yaps, o token caiu cerca de 17%, e uma comunidade de ~157 mil yappers foi banida do X (CoinDesk). O fundador admitiu: o modelo permissionless e movido a incentivo "não é mais viável".
- A lição mora justamente na queda: quando você paga por atenção, você não compra atenção. Você compra a otimização do que pagou. E o que foi otimizado foi volume de conteúdo, não qualidade. A plataforma que prometia premiar mérito acabou inundada pelo que prometia eliminar.
O case que tentou colocar preço na atenção
Tem uma frase que todo mundo do marketing repete sem pensar: "atenção é a moeda mais escassa do mundo". A Kaito olhou pra essa frase e fez a pergunta literal: se atenção é moeda, por que ninguém a precifica de verdade? Por que a gente continua pagando influencer por post, no escuro, sem medir o que de fato gerou conversa?
A resposta da Kaito foi construir uma camada inteira pra medir e pagar por atenção de forma transparente. Eles batizaram a categoria de InfoFi, abreviação de Information Finance (finanças da informação): a ideia de que atenção, informação e influência podem circular num mercado aberto, onde o valor flui pra quem de fato contribui (Crypto.com Research). Não é mais o projeto escolhendo a dedo quem patrocinar. É o mercado de atenção decidindo, com dados, quem merece a recompensa.
A Kaito foi fundada em Seattle em 2022 por Yu Hu, ex-Citadel, e começou como uma ferramenta de busca e inteligência pra cripto (Messari). O pulo do gato veio depois, quando ela transformou sua capacidade de ler o Crypto Twitter inteiro num produto de marketing: medir quem fala o quê sobre cada projeto, e ranquear. Esse ranking virou o coração de tudo. Vale destrinchar a engenharia, com os asteriscos marcados, porque é um dos cases mais reveladores e mais cautelares do marketing cripto recente.
Os números que definem o case
Antes da história, a foto. Seis números que mostram a ascensão e o tombo.
| O número | O que significa |
|---|---|
| US$ 1,7 bilhão de FDV | O valuation totalmente diluído do token KAITO no lançamento, em fevereiro de 2025 (CryptoRank). Um produto de marketing sendo precificado como infraestrutura. |
| 10% do supply no airdrop | A fatia distribuída pra comunidade no lançamento, recompensando quem acumulou Yaps no programa de pontos (CoinGecko). |
| ~US$ 10,8 milhões levantados | O total que a Kaito captou de VCs (Dragonfly, Sequoia China, Jane Street e outros) em duas rodadas de 2023 (Messari). Pouco capital, valuation de token altíssimo. |
| ~157 mil yappers | O tamanho da comunidade de criadores no X que foi banida quando o programa caiu (CoinDesk). O exército de atenção que a Kaito construiu. |
| ~17% de queda | Quanto o token KAITO caiu no dia em que o X cortou o acesso e a Kaito anunciou o fim do Yaps (BeInCrypto). |
| ~US$ 99 milhões de market cap | O valor de mercado do KAITO em junho de 2026, com preço na casa de US$ 0,41 (CoinGecko). Bem distante do brilho do FDV de lançamento. |
A jogada em fases
Antes de destrinchar a mecânica, a linha do tempo. Ela mostra que a Kaito não nasceu como produto de marketing. Ela virou um.
- 2022: fundação em Seattle por Yu Hu, ex-Citadel. O produto inicial é uma ferramenta de busca e inteligência pra cripto, focada em ler e organizar a informação dispersa do setor.
- 2023: duas rodadas de captação somando pouco mais de US$ 10,8 milhões, com fundos de peso como Dragonfly e Sequoia China. Ainda é uma empresa de dados, não de atenção.
- 2024: o pivô que define tudo. A Kaito percebe que sua capacidade de ler o Crypto Twitter inteiro pode virar um produto de marketing. Nasce o conceito de mindshare medido por IA, e o programa de pontos Yaps começa a rodar.
- Fev/2025: lançamento do token KAITO, com airdrop de 10% do supply pra quem acumulou Yaps. Listagem imediata em exchanges grandes, incluindo a Coinbase, e FDV de US$ 1,7 bilhão. O marketing virou ativo financeiro.
- 2025: auge do InfoFi. Projetos do mercado inteiro abrem leaderboards, alocam tokens pra yappers e passam a tratar mindshare como linha de orçamento. A categoria que a Kaito criou vira tendência.
- Jan/2026: o tombo. O X corta o acesso de API pra apps que pagam pra postar. A Kaito anuncia o fim do Yaps, o token cai cerca de 17% e a comunidade de yappers é banida.
- 2026: o pivô de sobrevivência. A Kaito troca o Yaps pelo Kaito Studio, um marketplace de criadores seletivo e multiplataforma, abandonando o modelo permissionless que a tinha consagrado.
A mecânica: como se tokeniza atenção
Esta é a parte que interessa pra quem faz marketing. A Kaito não inventou influencer marketing. Ela inventou uma forma de medir e pagar por ele que parecia objetiva, transparente e meritocrática. Vou nomear as quatro jogadas que carregam o case.
Jogada 1: o Yaps mediu o que ninguém media
O Yaps é a peça central. É uma pontuação gerada por IA que tenta medir não quanto você posta, mas quanto de atenção de qualidade você gera sobre um projeto específico no X. A IA da Kaito lê o Crypto Twitter, analisa engajamento, relevância e contribuição, e converte isso num número (BingX Academy).
A sacada de marketing: ao colocar um número em cima da conversa, a Kaito criou um placar. E placar muda comportamento. De repente, criadores não estavam mais postando pra ego ou pra alcance vago. Estavam postando pra subir no Yaps, com uma métrica concreta na frente. O que antes era arte virou esporte com pontuação. E esporte com pontuação engaja de um jeito que post solto nunca engajou.
Jogada 2: o leaderboard virou fila de airdrop
Aqui a mecânica fecha. Cada projeto podia ter seu próprio Yapper Leaderboard: um ranking público dos criadores que mais geraram mindshare sobre aquele projeto. E o topo do ranking não ganhava só status. Ganhava token.
Projetos como Polygon montaram leaderboards abertos onde "crescer mindshare" se traduzia diretamente em recompensa (Polygon). A Lombard alocou 1,6 milhão de tokens BARD pros yappers que ajudaram a construir conversa real sobre o protocolo (Lombard Docs). Projetos pré-lançamento como Berachain, Monad e Initia usaram o leaderboard pra distribuir alocação (CoinGecko).
O recado é poderoso: pela primeira vez, um projeto cripto podia terceirizar o próprio marketing pra uma multidão e pagar com base em performance medida, não em achismo. Em vez de contratar dez influencers no escuro, você abre um leaderboard e deixa centenas de criadores competirem pra gerar conversa sobre você. Pagar por mindshare deixou de ser metáfora. Virou linha de orçamento.
Jogada 3: o pré-lançamento como esporte de paciência
A jogada mais sofisticada foi como os melhores projetos usaram a fase pré-TGE (antes do token existir). Em vez de leaderboards de curto prazo, fáceis de manipular, alguns estenderam o ciclo por semanas ou meses. O Caldera, por exemplo, prolongou de propósito o ciclo do leaderboard na fase pré-lançamento, justamente pra dificultar a vida de quem queria arbitragem rápida (CoinGecko). Só quem produzia conteúdo de forma consistente e aprofundava o entendimento ao longo do tempo conseguia subir de forma estável.
O efeito é a mesma psicologia que faz airdrop farming funcionar: incerteza sobre a fórmula exata, recompensa real no fim, e a necessidade de aparecer de forma recorrente por medo de ficar de fora. Mas com uma camada nova: aqui o "trabalho" do farmer é criar conteúdo público sobre o projeto. Cada participante virava um canal de distribuição. O farming, antes invisível e on-chain, virou marketing visível e social.
Jogada 4: tornar o mindshare negociável
A ambição final da Kaito foi tratar mindshare não só como métrica de recompensa, mas como ativo financeiro de verdade. A empresa firmou parcerias pra tornar mindshare e sentimento negociáveis, deixando as pessoas apostarem na atenção de marcas, narrativas e figuras públicas (CoinGecko). É o passo lógico do InfoFi levado às últimas consequências: se atenção é moeda, ela deveria ter mercado, gráfico e especulação como qualquer ativo.
Essa jogada mostra a tese inteira da Kaito num único movimento. Não era só medir atenção. Era construir um mercado financeiro em cima dela. O marketing não viraria só produto. Viraria classe de ativo.
O furo: pagar por atenção compra a fraude da atenção
Marketing honesto mostra o asterisco. E o da Kaito é o mais importante do case, porque ele não é um detalhe lateral: ele reescreveu o futuro da empresa.
A lei de Goodhart cobrou a conta. Existe um princípio velho: quando uma métrica vira meta, ela deixa de ser uma boa métrica. A Kaito transformou mindshare em meta com dinheiro em cima. Resultado previsível: as pessoas pararam de otimizar por conversa de qualidade e passaram a otimizar pelo que o algoritmo de Yaps premiava. E como a recompensa era proporcional a volume de contribuição relevante, a estratégia mais segura virou produzir muito conteúdo, o tempo todo, sobre os projetos certos. O leaderboard, que prometia mérito, virou uma corrida de quantidade.
A IA transformou isso em enxurrada. Aqui o problema saiu de controle. Com ferramentas de IA generativa, ficou trivial produzir dezenas de posts "sobre o projeto X" por dia, todos genericamente positivos, todos otimizados pra parecer contribuição. O Crypto Twitter foi inundado de conteúdo de baixa qualidade gerado pra farmar Yaps. A própria Kaito passou o ano anterior tentando apertar os critérios: limites mais altos de leaderboard, filtros sociais e on-chain, designs alternativos de incentivo. Não adiantou. O spam persistiu, agravado por mudanças no algoritmo do X e por concorrentes de InfoFi lançando com limites mais fracos ou nenhum (CoinDesk).
O X puxou o tapete. Em 15 de janeiro de 2026, Nikita Bier, chefe de produto do X, anunciou que a plataforma não permitiria mais apps que pagam pra postar, citando diretamente a explosão de "AI slop e reply spam". O acesso programático de API foi revogado pros desenvolvedores afetados. A Kaito anunciou o fim do Yaps. O token caiu cerca de 17%, e a comunidade de aproximadamente 157 mil yappers foi banida do X (BeInCrypto). Segundo estimativas do setor, o Yaps respondia por boa parte da utilidade prática do token KAITO. O produto que sustentava a tese morreu por decisão de uma plataforma da qual a Kaito dependia inteiramente.
A dependência de plataforma era o risco invisível. Esse é o aprendizado mais duro. A Kaito construiu um negócio bilionário em FDV inteiramente em cima do acesso ao X. Quando o X mudou a regra, não houve recurso, não houve negociação, não houve apelo. O fundador Yu Hu admitiu que o modelo permissionless movido a incentivo "não é mais viável" sob as restrições da plataforma. Construir em terreno alugado é frágil por definição, e a Kaito aprendeu isso da pior forma, com o token sangrando no mesmo dia.
O estrago foi de categoria, não só de empresa. A queda não atingiu só a Kaito. Como ela tinha criado a categoria InfoFi, a mudança do X derrubou o setor inteiro de uma vez. Tokens de projetos concorrentes de InfoFi caíram junto, porque todos compartilhavam a mesma premissa quebrada: pagar gente pra postar num app de terceiros (BeInCrypto). É a ironia amarga de quem cria uma categoria. Você vira referência da tese, mas também vira o pára-raios quando a tese leva um golpe estrutural. A Kaito foi a maior beneficiária do hype de InfoFi e a maior vítima do seu colapso. Liderar uma narrativa é alavanca nos dois sentidos: amplifica a subida e amplifica a queda.
E o asterisco mais importante de todos, pra não condenar antes da hora: a Kaito não morreu, e a tese não estava errada. A empresa pivotou pro Kaito Studio, um marketplace de criadores mais tradicional, seletivo, com parcerias diretas entre marca e criador, análises e distribuição multiplataforma, indo além do X pra YouTube e TikTok (CoinDesk). O que quebrou não foi a ideia de medir atenção. Foi a versão permissionless e paga-por-post dela, que se provou impossível de blindar contra spam em escala. A ideia de precificar mindshare continua de pé. O jeito ingênuo de fazer é que ruiu.
O que dá pra aprender (e o que dá pra evitar)
Tirando o ruído, o case ensina lições que valem pra qualquer marca, dentro ou fora do cripto.
- Medir atenção muda comportamento, pra melhor e pra pior. Colocar um placar em cima de conversa engaja. Mas todo placar com dinheiro em cima é hackeado. Quem desenha incentivo de atenção precisa assumir, desde o dia um, que vai ser gamed. A pergunta não é "se", é "como blindar".
- Pagar por atenção compra a otimização do que você pagou. Se você paga por volume, recebe volume. Se paga por menção positiva, recebe bajulação. A métrica que você premia é exatamente a que será fabricada. Escolha a métrica como quem escolhe o resultado, porque é isso que ela é.
- IA generativa quebra qualquer programa de conteúdo pago. O custo de produzir conteúdo plausível caiu a quase zero. Qualquer recompensa atrelada a "produzir conteúdo" agora compete com fábricas de slop. Programas de incentivo desenhados antes da IA generativa precisam ser refeitos partindo desse fato.
- Construir em terreno alugado é o risco que ninguém precifica. A Kaito dependia do X e o X mudou a regra num dia. Toda estratégia que depende totalmente de uma plataforma de terceiros carrega um risco existencial silencioso. Diversificar canal não é luxo. É seguro de vida.
- A tese pode estar certa mesmo quando a execução quebra. Precificar atenção é uma ideia poderosa. A primeira versão ruiu por excesso de ingenuidade contra o spam. Isso não invalida o conceito. Separar a tese da execução é o que distingue análise de torcida.
O que a Kaleidos tira disso
- Incentivo sem freio de qualidade vira spam. Antes de montar qualquer programa de criadores ou embaixadores pra um projeto, a gente desenha o mecanismo anti-gaming junto com o incentivo, não depois. A Kaito provou que apertar os critérios tarde demais não recupera o terreno perdido.
- Atenção é mensurável, mas mérito é difícil. A tese de precificar mindshare é legítima e a gente acredita nela. O trabalho está em medir contribuição real em vez de barulho. É exatamente o tipo de rigor que separa um programa que constrói comunidade de um que só infla número de vaidade.
- Dependência de plataforma é risco de marca, não detalhe técnico. A queda da Kaito veio de fora, de uma decisão do X. A leitura prática pra qualquer projeto que tocamos: nunca construir a casa inteira em terreno de terceiros. Distribuição própria, lista própria, canal próprio. Quem aluga tudo fica refém de uma mudança de regra que não controla.
Fontes
- CoinDesk (fim do Yaps, X corta API, token cai 17%, 157 mil yappers): https://www.coindesk.com/business/2026/01/15/kaito-to-sunset-yaps-as-x-cracks-down-on-infofi-apps-token-falls-17
- OAK Research (visão geral do primeiro mercado de atenção): https://oakresearch.io/en/reports/protocols/kaito-complete-overview-first-attention-market
- CoinGecko (Yaps, Studio, market cap atual, projetos pré-TGE): https://www.coingecko.com/learn/what-is-kaito-earn-yap-points
- CryptoRank (FDV de US$ 1,7 bi no lançamento): https://cryptorank.io/ico/kaito
- Messari (fundação 2022, US$ 10,8 mi captados, investidores): https://messari.io/project/kaito
- BeInCrypto (X mata InfoFi, tokens despencam): https://beincrypto.com/x-kills-kaito-infofi-tokens-crash/
- BlockEden (Kaito depois do Yaps, economia da atenção): https://blockeden.xyz/blog/2026/04/18/kaito-yaps-attention-economy-infofi-meritocratic-influence/
- Polygon (leaderboard de mindshare com recompensa): https://polygon.technology/blog/polygon-x-kaito-leaderboard-is-live-grow-mindshare-grow-rewards
- Lombard Docs (1,6 mi de BARD pros yappers): https://docs.lombard.finance/community/kaito-yappers
- Crypto.com Research (definição de InfoFi): https://crypto.com/us/research/infofi-jun-2025
Perguntas frequentes
O que é o Yaps da Kaito?
É uma pontuação gerada por IA que tenta medir não quanto você posta, mas quanto de atenção de qualidade você gera sobre um projeto específico no X. Colocar um número em cima da conversa criou um placar, e o placar mudou o comportamento dos criadores.
O que é InfoFi?
Abreviação de Information Finance (finanças da informação): a ideia de que atenção, informação e influência podem circular num mercado aberto onde o valor flui pra quem contribui. A Kaito criou a categoria e virou sua maior referência e sua maior vítima quando a tese levou um golpe estrutural.
Por que a Kaito encerrou o Yaps?
Em 15 de janeiro de 2026, o X cortou o acesso de API pra apps que pagam pra postar, citando a explosão de AI slop e reply spam. Como o Yaps dependia inteiramente do X, o modelo permissionless movido a incentivo deixou de ser viável e a Kaito o encerrou.
A tese de precificar atenção estava errada?
Não necessariamente. O que quebrou foi a versão permissionless e paga-por-post, impossível de blindar contra spam em escala com IA generativa. A Kaito pivotou pro Kaito Studio, um marketplace de criadores seletivo e multiplataforma. A ideia de medir atenção continua de pé; o jeito ingênuo de fazer é que ruiu.
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