Optimism: como transformar financiamento de bem público em posicionamento de marca
Quase todo projeto de infraestrutura cripto se vende pela ficha técnica. Mais rápido. Mais barato. Mais TPS (transações por segundo). Mais seguro. É uma guerra de números que o usuário comum nem entende e que, no fim, comoditiza todo mundo.
Resumo
A Optimism fez algo que quase nenhum projeto cripto pensou em fazer: pegou um conceito de economia política, financiar bem público de forma retroativa, e transformou isso na espinha dorsal da sua marca. O programa RetroPGF (Retroactive Public Goods Funding) distribuiu mais de US$ 100 milhões a builders ao longo de vári
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- A Optimism fez algo que quase nenhum projeto cripto pensou em fazer: pegou um conceito de economia política, financiar bem público de forma retroativa, e transformou isso na espinha dorsal da sua marca. O programa RetroPGF (Retroactive Public Goods Funding) distribuiu mais de US$ 100 milhões a builders ao longo de várias rodadas, com 20% do supply de OP reservado pra isso.
- A frase que carrega a marca inteira: "impacto = lucro". A tese de que bens públicos deveriam ser recompensados com lucro proporcional ao impacto que geram. É filosofia virando posicionamento. Quem entra no ecossistema da Optimism não entra "por uma L2 mais barata". Entra por uma ideia.
- A segunda jogada é puro category design: a Optimism não quis vencer a corrida das L2 sendo a mais rápida. Quis criar uma categoria nova, a Superchain, onde ela define as regras. Liberou o OP Stack como código aberto e convenceu outras chains a rodarem em cima dele, incluindo o maior peixe possível: a Base, da Coinbase.
- O airdrop OP de maio/2022 distribuiu 5% do supply a ~248 mil endereços e ajudou a popular o ecossistema. Mas o token despencou mais de 60% nas semanas seguintes. Distribuição não é retenção, de novo.
- O furo honesto: o RetroPGF tem vulnerabilidades de sybil e de governança bem documentadas, baixa participação de votantes, e o modelo inteiro depende de um fluxo contínuo de OP pra subsidiar builders. Quando o incentivo seca, a pergunta é se a categoria sobrevive sozinha. A própria Base contribui 71% da receita da Superchain e paga só 2,5% de volta. O bem público tem um problema de quem paga a conta.
O case que vendeu uma ideia antes de vender um produto
Quase todo projeto de infraestrutura cripto se vende pela ficha técnica. Mais rápido. Mais barato. Mais TPS (transações por segundo). Mais seguro. É uma guerra de números que o usuário comum nem entende e que, no fim, comoditiza todo mundo. Quando dez L2 prometem a mesma coisa, "mais rápido que a outra" não significa nada.
A Optimism escolheu um caminho oposto e mais difícil: vender uma ideia antes de vender uma especificação técnica. A ideia era quase utópica e propositalmente grande demais pra caber num pitch de produto. O nome dela é Retroactive Public Goods Funding, e a tese é a seguinte: o mercado é ótimo pra recompensar coisas que dá pra cobrar (produtos), e péssimo pra recompensar coisas que beneficiam todo mundo mas ninguém quer pagar (bens públicos, tipo software de código aberto, documentação, educação, ferramentas que o ecossistema inteiro usa de graça). A Optimism propôs consertar isso pagando, depois do fato, quem gerou impacto comprovado.
Pra quem faz marketing, o que importa não é se a tese de economia funciona ou não. É que a Optimism transformou uma convicção filosófica em vantagem de marca. Num mar de L2 indistinguíveis, ela criou uma razão de existir que não cabia numa planilha de benchmark. Vale destrinchar como, porque a engenharia de narrativa aqui é replicável (com os asteriscos de sempre).
Os números que sustentam a narrativa
Antes da história, a foto. Seis números que mostram um case forte de posicionamento e frágil de captura de valor.
| O número | O que significa |
|---|---|
| 20% do supply pra bem público | 850 milhões de OP reservados pro RetroPGF. Nenhum projeto cripto grande dedicou tanto do token à ideia de financiar bem público. |
| +US$ 100 milhões distribuídos | O total já pago a builders ao longo das rodadas de RetroPGF. Round 3 sozinha distribuiu 30 milhões de OP a 501 contribuidores. |
| ~248 mil endereços no airdrop | O Airdrop 1 de maio/2022 distribuiu 5% do supply (~214 milhões de OP) a 248.699 carteiras. |
| Queda de 60%+ no token | Depois do hype do airdrop, o OP despencou, do debut a ~US$ 1,40 pro fundo de ~US$ 0,40 em poucas semanas. |
| Base = 71% da receita, 2,5% de volta | A Base gera a maior parte da receita da Superchain mas devolve só 2,5% ao Collective. O peso da conta do bem público é desigual. |
| 643 candidatos, 146 votantes | Na Round 3, 643 candidatos finais foram avaliados por apenas 146 badgeholders. A assimetria que põe a governança em xeque. |
A jogada em fases
Fase 1: a tese antes do token
A Optimism nasceu de um lugar incomum pro cripto: o ativismo de bem público. As raízes do time vêm do Plasma Group, um coletivo de pesquisa de Ethereum que, num gesto raro, dissolveu a própria empresa e doou o dinheiro que tinha levantado de volta pra comunidade antes de virar Optimism. A origem importa, porque ela dá lastro à narrativa. Não é uma empresa fingindo se importar com bem público. É um time que já tinha colocado dinheiro onde a boca estava.
Dessa origem saiu a frase que viraria o coração da marca:
"Impacto = lucro." Três palavras que fazem mais trabalho de posicionamento que qualquer whitepaper técnico. Elas dizem ao builder: aqui, fazer o bem pro ecossistema te paga. Elas dizem ao público: nós não somos só mais uma chain, somos um experimento de como o capitalismo deveria funcionar. Você pode achar a tese ingênua ou genial. O que não dá pra negar é que ela é memorável e diferenciada, as duas qualidades que faltam à comunicação de 90% das L2."O Collective busca criar um modelo econômico em que bens públicos sejam recompensados com lucro proporcional ao seu impacto, algo que nossas economias modernas falham em fazer."
— síntese da visão do RetroPGF
Fase 2: provar a tese com dinheiro de verdade
Ideia sem execução é slogan. A Optimism executou. A RetroPGF Round 1 distribuiu US$ 1 milhão a projetos que tinham gerado valor pro ecossistema. A Round 2 subiu pra 10 milhões de OP.

O efeito de marketing dessas rodadas é subestimado. Cada rodada de RetroPGF é, na prática, uma campanha de geração de conteúdo de graça. Centenas de builders postando "fui recompensado pela Optimism por construir X". Cada um desses posts é prova social, é earned media, é a tese da Optimism sendo evangelizada por terceiros com credibilidade. A própria distribuição de dinheiro virou o canal de distribuição da narrativa. Você paga o builder e ele, em troca, conta sua história pra audiência dele. É reciprocidade transformada em motor de conteúdo.
Fase 3: o airdrop que populou o ecossistema (e dumpou)
Em maio de 2022, veio o Airdrop 1: ~214 milhões de OP (5% do supply) pra 248.699 endereços, premiando early users, votantes de DAO e doadores do Gitcoin (plataforma de financiamento de projetos open source, escolha coerente com a tese de bem público). A alocação por carteira variou de ~409 a ~27.500 OP, recompensando comportamento real de uso e de cidadania on-chain, não só volume.
A demanda foi tanta que congestionou a rede no dia do claim, um problema de luxo que virou notícia. Mas a história financeira repete o padrão que a gente já viu em Uniswap, Notcoin e tantos outros: o OP despencou mais de 60% nas semanas seguintes, do debut em ~US$ 1,40 pro fundo de ~US$ 0,40.

A diferença da Optimism é que o airdrop não era a estratégia inteira. Era uma peça. A estratégia de verdade era a próxima fase.
Fase 4: a Superchain como category design
Aqui está a jogada mais inteligente do case, e a mais ensinável. A Optimism percebeu que competir como "mais uma L2" era um jogo perdido de comoditização. Então fez o movimento clássico de category design: parou de competir na categoria existente e criou uma nova onde ela é a número 1 por definição.
A categoria nova chama Superchain: uma rede de chains que rodam o mesmo código (o OP Stack, liberado como open source) e compartilham governança, padrões e parte da receita. A Optimism não quis ser a chain mais rápida. Quis ser o padrão sobre o qual outras chains se constroem. É a diferença entre vender o melhor sistema operacional e ser o Linux que todo mundo usa de base.
E aí veio o golpe de mestre de distribuição: convencer a Base, a L2 da Coinbase, a rodar em cima do OP Stack. A Base se tornou, de longe, a maior chain da Superchain, respondendo pela maioria das transações do ecossistema. A Optimism conseguiu que o maior player de cripto regulado dos EUA escolhesse a infraestrutura dela em vez de construir a própria do zero. Isso é distribuição via parceria, a forma mais barata e poderosa de crescer. Em vez de gastar pra atrair usuários um a um, ela atraiu uma plataforma inteira que já tinha os usuários.
"Estamos animados em dar as boas-vindas à Base na Superchain. Acreditamos que a Superchain pode escalar o Ethereum pra bilhões de usuários, e a Base é um passo gigante nessa direção."
— Welcoming Base, Optimism (2023)

O acordo incluía a Base recebendo até 118 milhões de OP ao longo de seis anos e devolvendo uma fatia da receita ao Collective. A categoria Superchain transformou o OP Stack de "software" em "movimento". E movimento é muito mais difícil de copiar que software.
Os números (porque tese sem dado é achismo)
A distribuição do supply de OP (4,29 bilhões no genesis) revela a aposta política:
| Alocação | % do supply |
|---|---|
| Ecosystem Fund (governança, partners, seed, não alocado) | 25,00% |
| Retroactive Public Goods Funding | 20,00% |
| User Airdrops | 19,00% |
| Core Contributors (time) | 19,00% |
| Investidores | 17,00% |
A escala do bem público. Mais de US$ 100 milhões já distribuídos via RetroPGF, com centenas de milhões a mais reservados. A Round 3 sozinha foi 30 milhões de OP a 501 builders. Cada rodada é uma onda de evangelismo pago.
A receita da Superchain. O ecossistema OP Stack gerou US$ 48,4 milhões em receita de sequenciador no primeiro semestre de 2025, com a Base sozinha gerando ~US$ 42 milhões disso. A categoria criou um motor de receita real, ainda que a divisão dela seja o ponto de tensão (já chego lá).
A dominância da Base. A Base responde pela maioria das transações e do TVL da Superchain, com a atividade total do ecossistema crescendo de bilhões de transações por semestre. A aposta de distribuição via parceria deu certo em volume. A questão é quem captura o valor.
A mecânica: por que a narrativa funcionou
Esta é a parte que interessa pra quem faz marketing. A Optimism não venceu com tecnologia superior (há L2 tecnicamente comparáveis). Venceu com posicionamento. Três jogadas carregam o case.
Jogada 1: uma ideia grande demais pra comoditizar
"Impacto = lucro" é grande, ambíguo e aspiracional de propósito. E é exatamente por isso que funciona. Você não consegue copiar uma ideia desse tamanho colando uma frase no seu site. Pra encarnar "financiamos bem público", a Optimism precisou doar dinheiro de verdade, rodada após rodada, ano após ano. A narrativa exige prova contínua, e a prova contínua vira fosso.
Compare com "somos a L2 mais rápida". Qualquer um diz isso amanhã, e a métrica muda toda semana. "Somos o lugar onde fazer o bem te paga" é uma posição que leva anos pra construir e que, uma vez construída, é difícil de roubar. Ideias grandes são fossos lentos de cavar e difíceis de atravessar.
Jogada 2: pagar quem cria conteúdo sobre você
O RetroPGF é um motor de conteúdo disfarçado de programa de financiamento. Cada builder recompensado tem incentivo (e gratidão) pra contar a história. Centenas de threads, posts e vídeos de "a Optimism reconheceu meu trabalho" rodando organicamente. É a forma mais elegante de marketing de influência que existe: você não paga pra alguém fingir gostar do seu produto, você paga pra quem genuinamente construiu nele, e a história se conta sozinha porque é verdadeira. Autenticidade que não dá pra simular, porque o trabalho existe on-chain.
Jogada 3: criar a categoria em vez de disputar a existente
O movimento Superchain é o coração estratégico. Em vez de ser "a quarta melhor L2", a Optimism inventou um guarda-chuva (a federação de chains rodando OP Stack) e se posicionou como a fundadora e governante dele. Trazer a Base pra dentro validou a categoria com o maior nome possível. Depois vieram World Chain, Unichain (a própria L2 da Uniswap) e dezenas de outras. Cada chain que adota o OP Stack reforça a categoria e, por tabela, a Optimism. Category design é o jogo de marketing mais poderoso que existe, porque o vencedor escreve as regras pelas quais todo mundo é julgado.
O furo: a conta do bem público não fecha sozinha
Marketing honesto mostra o asterisco. E a Optimism tem alguns grandes, todos no mesmo tema: a narrativa é mais forte que a captura de valor.
O problema de quem paga a conta. O dado mais desconfortável do case: a Base contribui ~71% da receita da Superchain e devolve só 2,5% ao Optimism Collective.

As vulnerabilidades do RetroPGF. Distribuir dinheiro com base em "impacto" exige alguém julgando o que é impacto, e aí mora o problema. A literatura acadêmica documentou vulnerabilidades de sybil e de manipulação de voto no desenho do RetroPGF. Na Round 3, 643 candidatos finais foram julgados por apenas 146 badgeholders (os votantes credenciados). Poucos juízes pra muitos projetos é receita pra avaliação rasa, viés e colusão. Quem é amigo de votante leva vantagem. A meritocracia de "impacto" depende de um júri que não escala.
A dependência de incentivo. O modelo inteiro funciona enquanto há OP pra distribuir. O RetroPGF é, no fundo, um subsídio: builders constroem na Optimism em parte porque podem ser recompensados depois. A pergunta que paira: quando o token reservado pra bem público acabar, ou quando o OP valer menos, os builders ficam? A categoria sobrevive sem o cheque? Ecossistemas construídos sobre incentivo enfrentam todos a mesma prova de fogo, e a Optimism ainda não a passou de forma definitiva.
A governança que ninguém acompanha. A Optimism tem baixa participação de votantes e apatia de delegados documentadas na própria governança. Uma marca construída sobre "descentralização e bem público" que, na prática, é decidida por poucos engajados, tem um descompasso entre discurso e operação. Não é hipocrisia necessariamente, é a dificuldade real de fazer governança aberta funcionar. Mas é um furo na narrativa.
O sintoma do rebrand. Em 2024/2025, a Optimism renomeou RetroPGF pra "Retro Funding", tirando o "Public Goods" do nome, oficialmente "pra clareza e acessibilidade".

O que dá pra replicar (inclusive no Brasil)
Tirando o ruído, o case ensina quatro coisas:
- Venda uma ideia, não uma ficha técnica. Num mercado comoditizado, a diferenciação não vem do "mais rápido / mais barato". Vem de uma convicção grande o suficiente pra não caber numa planilha de comparação. "Impacto = lucro" fez mais por Optimism que qualquer benchmark de TPS. Qual é a ideia grande do teu negócio que o concorrente não consegue copiar colando no site?
- Pague quem cria conteúdo verdadeiro sobre você. O RetroPGF é marketing de influência sem a parte falsa. Recompensar quem genuinamente construiu, usou ou defendeu sua marca gera evangelismo que não dá pra simular. Vale pra programa de embaixadores, pra reconhecimento de cliente, pra qualquer mecanismo que transforme gratidão em história contada por terceiros.
- Crie a categoria em vez de brigar pela existente. Se você é o quarto melhor numa categoria lotada, invente uma categoria nova onde você é o primeiro por definição. A Superchain ensina o movimento: pare de competir na régua dos outros, construa uma régua sua. É o jogo de marketing mais poderoso, e o mais difícil.
- Cuidado com a economia por trás da narrativa bonita. O furo da Base (71% da receita, 2,5% de volta) é o aviso. Uma marca pode ser amada e ainda assim não capturar o valor que cria. Posicionamento sem modelo de captura sustentável é uma fundação linda construída sobre subsídio. A narrativa atrai, mas a conta precisa fechar.
- Posicionamento por convicção, não por feature: num mercado em que todo concorrente promete a mesma coisa, a marca que vence é a que defende uma ideia. Vale pra agência, pra produto, pra creator. A ideia grande é mais defensável que a melhor feature, porque feature se copia e convicção se constrói com tempo e prova.
- Reconhecimento como motor de conteúdo: transformar cliente, parceiro ou comunidade em narrador da sua história, recompensando contribuição real, é o melhor marketing de influência que existe. Funciona em qualquer mercado, e funciona ainda melhor no Brasil, onde indicação genuína vale mais que ad pago.
- Category design é viável fora do cripto: você não precisa de uma Superchain. Precisa de um nome novo pra um problema que o mercado ainda não nomeou, e da disciplina de ser o dono dele. Quem nomeia a categoria, lidera a categoria.
O que a Kaleidos tira disso
- Ideia grande bate feature toda vez. Antes de listar diferenciais técnicos, a gente procura a convicção que o concorrente não consegue copiar. "Impacto = lucro" mostra que três palavras certas fazem mais que dez benchmarks. É esse tipo de posicionamento que a gente cava nos projetos que toca.
- Reconhecimento é o melhor marketing de influência. O RetroPGF prova que pagar quem genuinamente construiu gera evangelismo impossível de simular. A gente desenha mecanismos que transformam gratidão real em história contada por terceiros, em vez de comprar elogio falso.
- Narrativa sem captura é fundação sobre subsídio. O furo da Base é a lição que a gente carrega: posicionamento lindo precisa de um modelo de receita que feche. A gente trabalha as duas pontas, a ideia que atrai e a economia que sustenta, porque uma sem a outra é marca amada e quebrada.
Fontes
- Optimism (resultados RetroPGF 2, Round 1 = US$ 1 mi): https://www.optimism.io/blog/announcing-the-results-of-retropgf-2
- Optimism Collective (RetroPGF Round 3, 30M OP a 501 builders): https://optimism.mirror.xyz/oVnEz7LrfeOTC7H6xCXb5dMZ8Rc4dSkD2KfgG5W9cCw
- Optimism (Retro Funding 2025, evolução do modelo): https://www.optimism.io/blog/retro-funding-2025
- Unchained (crítica ao rebrand RetroPGF → Retro Funding): https://unchainedcrypto.com/optimisms-3-billion-retroactive-funding-round-draws-criticism-for-name-change/
- Optimism Docs (Airdrop 1, ~248 mil endereços, 5% do supply): https://community.optimism.io/op-token/airdrops/airdrop-1
- Decrypt (OP despenca 60%+ após airdrop, congestão de rede): https://decrypt.co/101768/optimism-token-plummets-hyped-airdrop
- Optimism (Welcoming Base à Superchain): https://www.optimism.io/blog/welcoming-base
- The Defiant (acordo de profit-sharing Base/Optimism, 118M OP): https://thedefiant.io/news/defi/base-inks-profit-sharing-deal-with-optimism
- KuCoin (Base = 71% da receita, paga 2,5%): https://www.kucoin.com/news/flash/base-contributes-71-of-superchain-revenue-but-pays-only-2-5-rent
- Messari (State of the Superchain H1 2025, dominância da Base): https://messari.io/report/state-of-the-superchain-h1-2025
- arXiv (vulnerabilidades de voto/sybil no RetroPGF): https://arxiv.org/html/2505.16068
- Optimism Governance (apatia de votantes documentada): https://gov.optimism.io/t/addressing-voting-apathy-in-optimism-governance/9287
- tokenomist.ai (alocação OP, 20% RetroPGF / 19% airdrop): https://tokenomist.ai/optimism
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